Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), subsidiária do atual Plano Nacional de Energia do Ministério de Minas e Energia, o País deve ver seu número de habitantes chegar a 226 milhões de pessoas em 2050 e, consequentemente, ter sua necessidade energética triplicada, de acordo com os dados e informações de 2013 sobre a matriz energética e consumo no Brasil.

Para o CGTI, a solução para o aumento de demanda e as suas consequências está ligada principalmente ao desenvolvimento de tecnologias para a viabilização da geração distribuída, através de energias limpas e renováveis e interferências para soluções locais, passando pela geração, eficiência, armazenamento e qualidade destas energias, sem, no entanto, promover uma mudança brusca que acarretaria outros problemas advindos da centralização de tecnologias e soluções.

A geração distribuída deve complementar a matriz energética já existente no Brasil e aliviar a sobrecarga futura, facilitando a modernização, a busca da sustentabilidade das instalações já existentes e a minimização de seus impactos negativos, diminuindo gastos e potencializando investimentos já realizados.

Buscando assim, a contribuição para a formatação da Rede de Energia Inteligente Nacional, possibilitando o fornecimento de energia sustentável, econômica e segura.

Com uma matriz energética de 76,0% de geração advinda de fontes hidráulicas, e 15,5% de fontes não renováveis (dados do Balanço Energético Nacional 2013), deve-se procurar minimizar os seguintes riscos enfrentados:

  1. Incremento do desabastecimento;
  2. Ampliação das externalidades ambientais negativas;
  3. Aumento do preço da energia ofertada;
  4. O risco cambial do custo dos combustíveis;
  5. Riscos geopolíticos nas principais regiões produtoras de petróleo e gás.

Frente às necessidades nacionais latentes, às tendências tecnológicas mundiais e às diretrizes básicas sobre as quais o CGTI foi instituído, prezando sempre pelo aumento de vida útil, eficientização de processos e menor impacto socioambiental, determinamos as principais Rotas Tecnológicas, com alguns exemplos de projetos:

rotas-tecnologicas

Nanotecnologia

  • Desenvolvimento nano tecnológico para melhoria da eficiência térmica de transformadores a óleo vegetal;

  • Aplicação de tinta nano tecnológica em isoladores elétricos;

  • Desenvolvimento de aditivo nano estruturado anticorrosivo para tintas aplicadas em equipamentos e estruturas de termoelétricas localizadas em regiões marítimas;

  • Óleos vegetais e biodegradáveis;

  • Cabeça de série, uma solução ambiental para derramamentos de óleo lubrificante de sistemas hidráulicos de usinas geradoras de energia;

  • Pesquisa e desenvolvimento de novos materiais a partir de óleos e gorduras para uso em processos de geração descentralizada, distribuição e transmissão de energia elétrica.

Biomassa

  • Sistema para gestão integrada de recursos e soluções energéticas em Sistemas Isolados com Implantação de Biodigestor tipo garrafa;

  • Cabeça de Série de sistema para gestão integrada de recursos e soluções energéticas em sistemas isolados com implantação de biodigestor tipo garrafa;
  • Arranjos técnicos e comerciais para inserção de geração de energia elétrica a partir do biogás de resíduos/efluentes líquidos dentro de um modelo com biodigestores dispersos.

Redes Inteligentes

  • Desenvolvimento do monitoramento de perdas técnicas de transformadores instalados na rede de distribuição;
  • Sistema de aquisição de dados para monitoramento online baseado em novos sensores;
  • Sistema de monitoramento da condição de sistemas auxiliares de motores pela análise da assinatura elétrica.

Geração Distribuída

  • Desenvolvimento de modelo para gestão e geração de energia em favelas;
  • Desenvolvimento de critérios e modelos para avaliação técnica, econômica e comercial da geração distribuída visando a geração virtual de energia;
  • Estudo da viabilidade do negócio de geração distribuída utilizando novas tecnologias de células de combustível;
  • Sistema para aquecimento solar de água para banho, de baixo custo, aos clientes residentes em comunidades de baixa renda;
  • Sistema para gestão integrada de recursos e soluções energéticas em sistemas isolados com Implantação de biodigestor tipo garrafa;
  • Desenvolvimento do sistema de avaliação de potencial eólico.